sexta-feira, 29 de julho de 2011

(de)Coração


Deito na cama, encosto a cabeça no travesseiro.As luzes apagadas deveriam simbolizar um dia findo; mais isso não quer dizer mais nada.As horas passam, viro na cama de um lado para o outro, mas as imagens que estão na mente não permitem que o sono entre.
Imagens suas relampeiam na minha cabeça, seu sorriso , seu olhar se fazem presentes e disparam meu coração; quase ouço o som de sua gargalhada ao fundo dos meus pensamentos. Sua presença se faz  constante demais no meu dia a dia , e só de lembrar teu toque , é o suficiente para me arrepiar. 
Faço minha mente com fundo negro e escolho tuas melhores fotos, teus melhores ângulos , e prego você definitivamente na parede da minha alma.Me faço sonoplasta, e escolho tua melhor risada e coloco como  fundo musical , de um modo que minha alma aparente uma paisagem agradavel. Decorei-a com quadros pintados pelas nossas mãos entrelaçadas e perfumei o ar com tua fragância.
O dia já clareou , não dormi, mas ainda sim me sinto renovada. Sinto uma força nova dentro de mim . Sorrio de frente pro espelho. Sei que vou te ver...

A carta


"Meu caro,

Envio-lhe esta carta hoje , e nem mesmo sei se ainda és vivo...Muito me custou para achar seu novo endereço, afinal muitos anos se passaram...Talvez, ao ler o remetente desta carta, as lembranças despontem em sua mente , e a povoem  ou talvez, você faça um enorme esforço para se lembrar de mim....
Não pense que te esqueci ao longo destes anos ; cada um de nós seguiu rumos diferentes, mas , mesmo depois de tanto tempo, eu ainda pensava em você... E , por tanto pensar em você , que resolvi lhe escrever.
Bem, na verdade , há dias estou ensaiando para lhe escrever, porem , faltava-me coragem para tomar essa iniciativa de retomar algum contato contigo.Mas, dizem que alguns sonhos refletem os desejos mais secretos da alma; e minha coragem surgiu num sonho onde estavamos juntos : não como amantes - como em outrora - mas sim, como velhos amigos que tem muitos assuntos para pôr em dia.
Depois de varios anos passados, dos cabelos brancos  , e porque não dizer, da sabedoria que eles me trouxeram, vi quão ingenua e tola fui em relação a você, e a toda uma mocidade perdida que deveria ter sido contigo compartilhada.Talvez fossemos imaturos demais para um sentimento tão grande, tão profundo.Talvez nós AINDA sejamos imaturos demais para uma serie de coisas...
Não vou me prolongar mais...Espero, sinceramente que você entenda que meu sentimento por você não mudou : talvez tenha deixado de ser uma paixão avassaladora para ser um amor infantil, apaziguador. Porem, não deixou de ser amor.
Da sua eterna menina, que mesmo os cabelos grisalhos e as mãos enrrugadas, não tiraram o brilho do olhar ao relembrar você..."

segunda-feira, 11 de julho de 2011

(...)



É tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas. É tão silencioso. Como traduzir o silêncio do encontro real entre nós dois? Dificílimo contar. Olhei pra você fixamente por instantes. Tais momentos são meu segredo. Houve o que se chama de comunhão perfeita. Eu chamo isto de estado agudo de felicidade.

(Clarice Lispector)



quarta-feira, 22 de junho de 2011

Equilibrio



Na busca de um equilibrio....
( em todas as areas... )

Quase...


É, te encontrei numa dessas curvas da vida...Em um lugar improprio, de um modo improprio e , provavelmente, com a companhia impropria... Mas, obviamente, a vida não nos dá claras satisfações sobre suas ações...
Não tenho certeza se dá pra considerar que houve uma amizade de primeiro momento; talvez a melhor palavra seja afinidade ou , melhor ainda, substituo por uma expressão antiga : "Nosso santo bateu" .
Conversamos muito , e as "afinidades" estavam muito grandes para se bastarem na amizade. Novamente, usando um outro  dito popular, digo que  tinhamos "muita quimica" e fomos testá-la....
O tempo passou , esfriamos e nos (re) esquentamos , e isso seguiu...

Tinha tudo pra ser....Quase.
Tinhamos tudo para sermos felizes....Quase.

Mas, como já disse no começo , a vida não presta conta de suas ações, e se ela quis que de nós ficassem as boas lembranças, nos resta apenas aceitar sua decisão.
O que 'quase' deu certo acabou, sem que um dos lados sofresse muito, ou que deixasse cicatrizes muito marcantes. O que deixou, realmente, foi saudades "boas" , como uma lembrança agradavel, que quando nos torna à mente, faz surgir um pequeno sorriso nos labios , ou um breve brilho nos olhos, que remete ao mesmo brilho que havia em tempo de "nós dois".
Bem, se no começo creio que não houve amizade sincera, é isso que hoje resta...Amizade, e eu sei que em breve até mesmo essa amizade vai se dissolver , até o dia em que quando nos encontrarmos na rua, passemos um pelo outro vagamente.Comigo, ficam as boas lembranças, as palavras que ressoaram na noite quando juntos estavamos.

Para finalizar, uso um textinho que achei em um blog, que muito me agradou:


Nó #1



A: Quer um conselho?

C: Sim...

A: Nunca se apaixone.

C: Mas você sempre se apaixona…

A: É por isso que é um conselho e não um exemplo!


***Grifos meus***


Bjus, Naty!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Tudo novo de novo



Parece-me que mais um ciclo está se fechando.É como um livro, que durante a leitura, você vai sentindo diferentes emoções, talvez simpatiza com algum personagem ou talvez se identifique com a história do livro.
Porém, o final do livro é inevitavel.
É assim que as coisas estão me parecendo; estou no fim do meu ultimo capitulo, encerrando este livro de casos e acasos da vida cotidiana.Deixo para trás desamores e amores, decepções , mágoas , momentos alegres , sorrisos e olhares - eu quero seguir limpa, em branco - .Estou tentando finalizar minhas ultimas vontades, findando até meus caprichos mais singelos.Eu necessito disso para seguir em frente.
Agora, já com a contra-capa fechada, olho para frente a procura de um novo tema, como se procura-se um novo rumo a tomar; tambem olho à minha volta, e vejo com quem vou (re)começar minha caminhada, percebendo quem irá me ajudar a fazer minha historia cada vez mais diferente - eu não quero seguir caminhos já trilhados - com novidades, descobertas a serem feitas.
Esse será o primeiro capitulo do novo livro que estou à escrever.
E minha consciência já me avisou, de antemão, que em algum momento ( não sei quanto tempo vai demorar) esse livro também virá a findar-se pelas minhas mãos.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

"I will not think of anything else, at least for today"



Tenho medo de às vezes parecer meio oca, sem conteudo. Tenho até algumas ideias que valem a pena.

Porém, hoje, esforço-me para não pensar.




Bjus,Naty!

Quer tentar de novo?




Vem...
Bem devagar, com cuidado.Talvez  possa sentir-me um tanto estranha de principio, portanto não te assuste.
Desculpa minha falta de tato...
Quer tentar de novo? Quem sabe eu consiga melhorar....
Agora vem...
É bem ai, esse é exatamente o ponto..
.

Agora você está definitivamente no meu coração...♥

quarta-feira, 27 de abril de 2011

A midiatica???


Queridos leitores,
Andei reparando em algumas noticias que circulam na mídia... Não sei se vocês também já repararam, mas grande parte das noticias que circulam são negativas. Sim! Elas falam de assassinatos, roubos, seqüestros, estupros e todo tipo de violência que se tem conhecimento. Raros são os momentos em que ligamos a TV, ou que abrimos uma revista qualquer , e eles explanam sobre assuntos agradáveis ou que falam de coisas boas, de atitudes comuns e benéficas de cidadãos comuns.
Avalie: que tipo de noticia você está mais acostumado a ouvir/ler? Uma noticia sobre um homem que dedica sua vida ao voluntariado ou uma noticia de um ladrão que roubou uma lotérica, ou que assaltou uma casa?
Sim, meus caríssimos leitores, vocês tem de admitir que a mídia, de maneira geral, é uma mídia excessivamente pessimista. Afinal, creio que deveriam dar devida importância para fatos corriqueiros, bons, e que acontecem sejam na calmaria de uma cidade do interior, quanto numa cidade metropolitana , uma capital com potencial econômico.
Há pouco tempo, tivemos um exemplo claro de que determinadas atitudes caridosas inspiram a outras atitudes caridosas, como em uma corrente. Observem:Quando ocorreu aquele catástrofe natural na serra fluminense, todos, em primeiro momento, chocaram-se com a fúria da natureza.Depois, a mídia passou a mostrar que algumas pessoas enviaram donativos, e outras ainda mais bem dispostos, puseram-se a ajudar, saíram de suas casas em locais seguros,e foram por suas próprias vidas em risco para socorrer pessoas que elas não conheciam.
Aí, é que está: com a mídia mostrando a ajuda que alguns estavam enviando, cada vez mais pessoas passaram a enviar donativos, cada vez mais pessoas passaram a servir como voluntárias. Ou seja, com uma atitude que a mídia mostrou em dar atenção não só a desgraça que havia ocorrido, mas também atenção ao ato solidário que as pessoas estavam tendo, propiciou, de maneira indireta, mais ajuda aquelas pobres vitimas.
E, se a mídia tem a capacidade de mobilizar a população para um ato de comoção geral, acho que de certa maneira, ela também influencia negativamente. Voltemos a pouco mais de um mês atrás, e vamos nos lembrar do ocorrido no Rio de Janeiro, em Realengo.Aquele episodio, por acaso, meu leitor, não lhe soou familiar?Imagino que sim. Afinal, não faz muito tempo que a mídia relatou sobre fato parecido que ocorreu nos Estados Unidos, onde um jovem invadiu um colégio, matou colegas e depois cometeu suicídio. Será que fatos anteriores, semelhantes em métodos e possíveis causas, poderiam ter influenciado o assassino de Realengo? Deixo que tirem suas próprias conclusões...
Talvez eu esteja errada, e desde já peço desculpas, não quero parecer hipócrita, e tenho consciência dos caminhos incertos que a humanidade anda tomando, porem, penso que se talvez, a mídia, tanto a televisionada quanto a escrita coloca-se em evidencia mais acontecimentos bons, desde os mais fúteis até as mais novas descobertas da ciência em prol da humanidade, e deixasse tanta marginalidade com um pouco menos de importância (não digo, em hipótese alguma, mascarar a verdade ou  omiti-la), mas tratar dela como se ela fosse atos isolados, e não um cotidiano.


 Posto aqui um vídeo que fora comercial de uma marca de refrigerantes há pouco, que eu acho  elucida bem o que acabo de lhes dizer.




Beijos,Naty!